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Brasil exporta mais carne suína, mas recebe menos pela tonelada vendida

Embarques cresceram 4,7% em maio e chegaram a 111 mil toneladas, enquanto o preço médio recuou 3,34% na comparação com o mesmo mês de 2025.

As exportações brasileiras de carne suína mantiveram trajetória de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pelo aumento dos volumes embarcados. Os preços, porém, apresentaram recuo na comparação com o mesmo período do ano passado, indicando um cenário distinto do observado em outras proteínas animais exportadas pelo país.
 

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína totalizaram 111 mil toneladas em maio, volume 4,72% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

O resultado confirma a continuidade da demanda internacional pela proteína brasileira e contribui para o desempenho positivo das exportações do agronegócio nacional, que somaram US$ 16 bilhões no período, alta de 8,2% em relação a maio do ano passado.

Ao contrário do que ocorreu com carnes bovina e de frango, os preços da carne suína apresentaram ligeira retração na comparação anual. O valor médio das exportações ficou em US$ 2.503 por tonelada, queda de 3,34% frente a maio de 2025.

Na comparação com abril de 2026, entretanto, os preços permaneceram praticamente estáveis, sinalizando um mercado externo sem oscilações significativas no curto prazo.
 

O desempenho de maio mostra que o crescimento das exportações da proteína foi sustentado principalmente pelo aumento dos volumes embarcados. Com preços relativamente acomodados, a expansão das vendas externas continuou dependendo da ampliação da demanda nos mercados compradores.

A carne suína segue entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro, com participação crescente em mercados da Ásia, América Latina e outras regiões importadoras. Os números de maio indicam que, apesar da pressão sobre os preços, o produto mantém competitividade suficiente para ampliar sua presença no comércio internacional.

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